sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Sentimento"

Queria saber o que se passa em sua mente
de tal complexibilidade que ninguém entende
idéias fluidas que torcem o presente
planejam o futuro que só ela compreende

Sua percepção afiada sempre me entende
por muitas vezes me sinto transparente
diante de olhos afiados que perfuram a gente
mas me enche de segurança que só quem viu sente

Por teus olhos eu vi o mundo
por tuas mãos eu senti de tudo
por teus lábios eu senti quem sente
aquilo que o amor só fala dentro da mente

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Plenitude

Radiante sorriso teu
enche meu coração de alegria
o som da tua voz me fascina
o brilho do teu olhar me ilumina

Terna, madura, adulta
Vejo em seus olhos o ardor do coração
que queima com tanta emoção
que anseia por minha paixão

Oscilante mão macia
que afaga e acaricia
minha feição satisfeita e feliz
porque tem alguém que sempre me diz
Eu te amo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Viver Sozinho

Regando pedras de solidão
Alimento-me de visões do passado
Vivo o incolor colorido num vão
úmido, frio e parado

Procuro o sabor infame do nada
que esmaece e inquieta o corpo
macula e estraçalha a alma
quando o começo do fim
não vale o esforço de toda jornada

sábado, 2 de abril de 2011

Amigos

um aperto de mão
um aceno casual no meio da multidão
uma virada de noite desvairada
um ombro amigo depois daquela guampada

um ouvido atento
um conselho ao vento
um elogio não tão sincero
mas que levanta o ego

por mais que não sejam os melhores
eles sempre fazem a diferença
Amigos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Cores da Vida

A Morte com sua casaca preta
simplesmente não parece pronta pra colheita
de tantas almas perdidas e sem dentes
ou até mesmo daquelas direitas e decentes

O Ódio em seu robe vermelho
rindo e olhando alto com desprezo
parece não perceber a ironia
de vestir tal cor no começo do dia

A Fome enrolada em seu trapo cinza
já viu muitos sóis e muitas luas
mas sempre vê a carne nua e retalhada
daqueles que morrem ao sabor do nada

O Amor em seu vestido rosa
típico, mas não menos vistosa
foge daqueles que a consomem
o preto que escurece a alma
o vermelho que machuca e retalha
o cinza que enegrece e apodrece
rumo a algum lugar
que nós simplesmente não sabemos onde vai dar

sábado, 26 de março de 2011

Troco Com Você

Você me dá uma gota
eu te dou um oceano
Você me dá uma moeda
eu te dou um banco
Você me dá uma canção
eu te dou uma sinfonia
Você me da o seu coração
eu te dou o meu sem restrição

Chuva

Gotas de realidade nua, crua
Uma corrente de frieza a passar
Enchendo de solidão a rua
Impedindo até os animais de passear

Resvalando na consciência seca de cada lugar
Inundando com seu toque puro cada olhar
Que contemplam inebriados em sua leve corrente
Lavando a alma e o coração de muita gente

Oxalá ela caísse mais devagar
Demorasse mais em nossas vidas
Menos ódio, mais tempo pra amar
Mais bondade, menos tempo pra guerrear