Pés sujos em chão manchado
Pelo sangue dos inocentes
Onde corta o facão e o machado
Da desigualdade sem precedentes
Olhos baixos de sofrimento
A necessidade maior que a vontade
Sem brilho e sem alento
Sem esperança, sem piedade
Mãos calejadas pela realidade
Áspera vida que não abre portas
O toque temeroso de quem tem vontade
Rejeitados e jogados na fossa
Coração que sangra e chora
Pelo horror que desafia a matemática
Passe um ano, um dia, uma hora
Humilhada e isolada África
sábado, 22 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Quando Eu Amo
Já te falei 'eu te amo' ontem?
Talvez estivesse ocupado te olhando
Admirando cada detalhe que você tem
Me desculpe, estava amando
Já te falei 'eu te amo' hoje cedo?
Acho que sim, mais de uma vez
Lembra, quando te silenciei com o dedo
E em seu ouvido sussurrei com altivez
Irei te falar 'eu te amo' amanhã?
Ainda não sei prever o futuro
Mas se depender desse coração duro
Te amarei até não existir mais amanhã
Talvez estivesse ocupado te olhando
Admirando cada detalhe que você tem
Me desculpe, estava amando
Já te falei 'eu te amo' hoje cedo?
Acho que sim, mais de uma vez
Lembra, quando te silenciei com o dedo
E em seu ouvido sussurrei com altivez
Irei te falar 'eu te amo' amanhã?
Ainda não sei prever o futuro
Mas se depender desse coração duro
Te amarei até não existir mais amanhã
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Vinte Centavos
Sair às ruas é mais que protestar
É sair do comodismo que perdura
É pelos direitos constitucionais lutar
É ser patriota, é ir à luta
Se a única maneira que existe
É gritar e depredar, que seja!
Vândalos, baderneiros de elite
O objetivo não é sair na capa da Veja
Lutar pelo Brasil dos brasileiros
Ir atrás de mais que vinte centavos
Podem até nos chamar de arruaceiros
Mas pelo futuro, vale estar todo suado
É sair do comodismo que perdura
É pelos direitos constitucionais lutar
É ser patriota, é ir à luta
Se a única maneira que existe
É gritar e depredar, que seja!
Vândalos, baderneiros de elite
O objetivo não é sair na capa da Veja
Lutar pelo Brasil dos brasileiros
Ir atrás de mais que vinte centavos
Podem até nos chamar de arruaceiros
Mas pelo futuro, vale estar todo suado
sábado, 15 de junho de 2013
Cafuné
As pontas dos dedos que sobem e descem
Ondulando, passando, voltando, revoltando
Acariciando os pequenos cabelos que crescem
E decrescem quando o tempo passa voando
Um afago tão simples quanto ver
Simples demais, de caráter muito singelo
Aquele sentimento que insiste em não padecer
Expressão de carinho e extremo afeto
Sentimentos estes que há muito não sentia
Aquele que formiga da cabeça ao dedo do pé
Enrustido e desacostumado coração
Quanto tempo não experimentava um cafuné?
Ondulando, passando, voltando, revoltando
Acariciando os pequenos cabelos que crescem
E decrescem quando o tempo passa voando
Um afago tão simples quanto ver
Simples demais, de caráter muito singelo
Aquele sentimento que insiste em não padecer
Expressão de carinho e extremo afeto
Sentimentos estes que há muito não sentia
Aquele que formiga da cabeça ao dedo do pé
Enrustido e desacostumado coração
Quanto tempo não experimentava um cafuné?
sexta-feira, 14 de junho de 2013
A Minha Amiga, Agradeço!
Assim como o dia nasce
Você sempre está por perto
Nem sempre face a face
Mas sempre um consolo certo
Quantas vezes em seu ombro me apoiei?
Quantas vezes em meu ombro você também?
Há tempos eu não sentia o que experimentei
Ter uma parte de mim em um outro alguém
Não sei se um muito obrigado satisfaria
Ou se até mesmo um presente seria suficiente
Mas te ofereço o que pra ninguém eu daria
Meu amor e minha amizade sem precedentes
Você sempre está por perto
Nem sempre face a face
Mas sempre um consolo certo
Quantas vezes em seu ombro me apoiei?
Quantas vezes em meu ombro você também?
Há tempos eu não sentia o que experimentei
Ter uma parte de mim em um outro alguém
Não sei se um muito obrigado satisfaria
Ou se até mesmo um presente seria suficiente
Mas te ofereço o que pra ninguém eu daria
Meu amor e minha amizade sem precedentes
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Solidão Palpitante
O que no meu peito não palpita
Em outro rebuliça, desgasta e agita
Sentimentos de carinho e sincera afeição
Eu daria tudo para senti-los em meu coração
Meus ossos gelados, trincados a gemer
Solitários, cansados, sempre a tremer
Neste frio que a escuridão traz pra perto
Um escuro vazio, sem nada concreto
O que eu daria pra sentir aquela quentura
Que em outro coração age com ternura
Aquecendo, mostrando seu verdadeiro valor
Aquele tal sentimento chamado amor.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Futuro Incerto
Me disseram uma vez que não daria certo
Que tudo indicava uma futura decepção
Mas não me disseram que eu estava perto
De descobrir algo diferente dentro do coração
Me encontrei por um certo tempo perdido
Eram tantas coisas acontecendo simultaneamente
Mas com o passar do tempo me vi decidido
A prosseguir mesmo quando não se sente
O futuro é incerto e não pode ser previsto
O que me resta é seguir meu caminho
Seja com companhia ou malquisto
Olhando para frente, nunca sozinho
Que tudo indicava uma futura decepção
Mas não me disseram que eu estava perto
De descobrir algo diferente dentro do coração
Me encontrei por um certo tempo perdido
Eram tantas coisas acontecendo simultaneamente
Mas com o passar do tempo me vi decidido
A prosseguir mesmo quando não se sente
O futuro é incerto e não pode ser previsto
O que me resta é seguir meu caminho
Seja com companhia ou malquisto
Olhando para frente, nunca sozinho
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