Hoje pensei em você e como seria seu sorriso
Foi bem rápido, quase não lembrei da sensação
Mas deu uma mexida na poeira aqui do piso
Como o vento que entra e logo sai de supetão
Sozinho apreciei o céu nublado e tempestuoso
Este barulho de chuva me traz tanta paz
Memórias rápidas como um caminho sinuoso
Vai e vem, memória rápida, impactante e sagaz
Seu sorriso me veio das nuvens chorosas
Vi ele aberto e sincero, inteiro para mim
Seus lábios mais belos que um mar de rosas
Se desfez à distância enquanto a chuva via seu fim
Assim como aquele vento você se foi tão rápido
Meu belo sorriso amado, sonhado e desejado
Sensações guardadas novamente no armário
Seguindo meu caminho apenas, continuo isolado
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Pó
Sinceramente, permita-me mentir
Estou aqui hoje mas também não
Subindo os caminhos, me vejo cair
Naquele vazio escuro como claridão
As cores se foram e uma está pintada
O calor incomoda neste frio asmático
Já não pretendo mais pretender nada
O cinza colore o Aquarela monocromático
Gotas de chuva caem céu acima
O som ensurdecedor que tudo silencia
Indo para longe vejo que se aproxima
Aquela quentura que me arrefecia
Ambíguos agenciamentos loucos
O rebuliço de encontros em um só
Grito verdades num ouvido mouco
O um é todos, e todos é apenas pó
Estou aqui hoje mas também não
Subindo os caminhos, me vejo cair
Naquele vazio escuro como claridão
As cores se foram e uma está pintada
O calor incomoda neste frio asmático
Já não pretendo mais pretender nada
O cinza colore o Aquarela monocromático
Gotas de chuva caem céu acima
O som ensurdecedor que tudo silencia
Indo para longe vejo que se aproxima
Aquela quentura que me arrefecia
Ambíguos agenciamentos loucos
O rebuliço de encontros em um só
Grito verdades num ouvido mouco
O um é todos, e todos é apenas pó
sábado, 11 de janeiro de 2014
Formal Diálogo Informal
A erudição rasga ouvidos lascivos
Adentra recintos requintados, restritos
Palavras cunhadas nos montes mais altivos
Não se permitem relapsos, quiçá atritos
O que tu ganha com esse palavredo?
Falo do modo que mais me convém
Arrumando o que ocê tem medo
Ei, pare de me oiá como quem não tem!
Esdrúxulas palavras de um reles tolo
Achas mesmo que detém tais regalias?
Percorri profundas alcovas em busca do ouro
Meu conhecimento infinitesimal, finas iguarias
Bizoiando esse monte de palavra ramiada
Só me acutuca os pensamento mais tinhoso
Prefiro sê simples e continuar a jornada
Pro abraço da morte, simples e carinhoso
Poderíamos continuar tal contenda por muito
O que prefere diante desta singela moção
Seremos portanto apenas um, um conjunto
Aceite homem, minha propositura, não diga não!
Essa cultura de encafifada num tem nada
Ôxi, pois vamo caminhá junto nessa estrada
A gente é apenas um, mas um monte de alma
É o Brasil, ainda dá pra salvá quem não se cala
domingo, 5 de janeiro de 2014
Persevero
Entre as quedas persevero
São tantas as marcas em mim
Mas sem titubear, persevero
Mesmo que ainda não veja o fim
Por vezes não persevero
E começo a não mais seguir
Mas meu caminho eu persevero
Porque só tenho uma escolha, ir
Repito pra mim e persevero
A única palavra que ecoa no coração
Sem nunca gaguejar, persevero
Meu ser a sair da escuridão
sábado, 4 de janeiro de 2014
Beijava
"Te beijava sem jeito
[faminta
envergonhada
e pelo beijo
te entrava
[emburacava
te fazia minha morada"
Sentia os teus lábios
ávidos
molhados
e pelo beijo
te amava
te arranhava
me perdia em seus afagos
Meus olhos fechados
escuro
o tato
e pelo beijo
te apertava
me trocava
minha língua em seu palato
Minhas mãos cheias
quentes
atraentes
e pelo beijo
me incendiava
esfregava
os teus toques indecentes
Imagem, primeiros versos e inspiração original: Mariana Sales - "Mari-Marionete"
Sonhos em Movimento
As curvas incessantes das retas transbordam
O eloquente prazer que ressoa aos meus olhos
Memórias que perpassam, se vão e retornam
Impermeáveis como que untadas com óleos
Imagens são criadas por meus agenciamentos
Penso que talvez não devesse ter sido tão bom
Aquelas cores insossas que montavam jumentos
Mastigando horrores, a vida e até um bombom
Caindo através do vazio tão repleto de nada
Sentindo o vento que uma vez foi tão refrescante
Começo a sentir que talvez não esteja na estrada
De repente acordado com as mãos na estante
O eloquente prazer que ressoa aos meus olhos
Memórias que perpassam, se vão e retornam
Impermeáveis como que untadas com óleos
Imagens são criadas por meus agenciamentos
Penso que talvez não devesse ter sido tão bom
Aquelas cores insossas que montavam jumentos
Mastigando horrores, a vida e até um bombom
Caindo através do vazio tão repleto de nada
Sentindo o vento que uma vez foi tão refrescante
Começo a sentir que talvez não esteja na estrada
De repente acordado com as mãos na estante
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Inexorável
Singela, simples, direta
Aquele nariz azulado, só dela
Em seus traços, muito sincera
Sempre encontra quem espera
As emoções aflorando em cortes
Se fazendo e refazendo em traços
Papel cartão, reciclado, recortes
Desorganizado, sem embaraços
Conseguiu destilar o que sente ali
Quando vi já entendi e compreendi
Possibilidades infinitas te afastam
Mas acredite, elas nunca bastam
Seu talento é incomensurável
Seu sucesso? Inexorável
Em homenagem à Paula Siebra
Assinar:
Postagens (Atom)

