segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Nosso Sorriso

Num sorriso tudo sumiu
Sumiu aquela dor
como quem nunca sentiu
sobrou até um pouco de amor!

Um sorriso que persistiu
Durante o dia inteirinho
Contagiou quem o viu
Tipo criança com danoninho

Fez até estas rimas ficarem assim
Leves, bobinhas e despreocupadas
Parece que esse sorriso nunca tem fim
Sorriso cheio de flores perfumadas

Voltei, olhei e de longe já vi
O sorriso que vem de encontro ao meu
Meu rosto esquentou e logo percebi
Aquele belo e inconfundível sorriso seu...

sábado, 1 de agosto de 2015

Condenada Alma

Caminhos
Gritantes
Redemoinhos
Revoltantes

Estradas
Sinuosas
Lotadas
Duvidosas

Caminhei
para o fim
Caminhei
para mim

Fui e voltei
Vivi e esqueci
Só tentei
e nisso, cresci

De flores e jardins
Ao pó e ao nada
Conheci os confins
de minha alma
Condenada

terça-feira, 21 de julho de 2015

De um Cafuné


Entrelacei os dedos em teus cabelos
E sem querer entrelacei minha alma
Apertados, batendo até os cotovelos
Quis aproveitar com toda a calma

As tonalidades indo do escuro pro claro
Me entorpeciam enquanto só viajava
As cores suaves tal qual o canto do pássaro
O toque tão sutil e singelo que me conquistava

Do branco vi o preto que saía pela entrada
Puxando com plenitude o empurrar de lata
Sujo de tantas cores, mas de alma lavada
Dormia, no fim, seguro, ao som da cascata

Sem lágrimas
Sem caladas
Sem escuro
Sem nada

sábado, 18 de julho de 2015

Mãos Entrelaçadas


Mãos que apertam forte e suave
Intensas, quentes, vivas e sinceras
Mãos tão leves quanto uma ave
Mas ferozes como a maior das feras

Um toque tão sutil que parecem nuvens
A flutuar em momentos de intenso torpor
Regadas pelo suor dos 'vais' e dos 'vens'
Percorrem, famintas e com intenso ardor

Percorrem espaços estreitos e espaçosos
Escondidos, expostos, oclusos e aparentes
Tão forte que dá pra sentir o calor nos ossos
Tão sutis que arrepiam e tremem os dentes

Mãos que se tocam em harmonia musical
Fazem uma orquestra dos entrelaçar dos dedos
Mais complexa e completa que num recital
Mais simples e natural como o menor dos medos

Mãos que empurram o receio pro lado
Acariciam o rosto com carinho infinito
Anseiam por nunca sair do teu lado
Mãos entrelaçadas, bailando, no ritmo

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Solitude

O som do calor humano mente e agrada
Se faz com mil faces, bonitas e arrojadas
Desfaz os nós e as entranhas embaralhadas
Sorri como o amor ao ver sua amada

Mas o inteiro de si se basta para só
Para só, sozinho, por si, sem ninguém
Sem um, nenhum, sem mais, sem pó
Isolado, nenhuma alma, sem nada além

Sem calor, sem caô, sem doutor
Somente o nada, me basta, me convém
Ao som do vento, do eu e do clamor
Pela solitude, por mim e por mais ninguém

Gratidão pelo silêncio do coração
Somente batidas, compassadas ou não
Sem vozes, sem problemas, sem exclusão
Sem ideias, sem barulho, sem obrigação

Somente o nada, me basta, me convém
Pela solitude, por mim e por mais ninguém

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sorrisos

Já me encantei por muitos sorrisos
Abertos, tímidos, sinceros e fingidos
Cheios de dentes, lábios e brilhos
Naturais e os de batom tingidos

Sorrisos que me preencheram
Mas há muito que não os vejo
Outros que eram raros e preciosos
Sempre escondidos num bocejo

Sorrisos que brilharam forte
Tal qual o sol ainda brilha lá fora
Sorrisos que me deram sorte
Quando apareceram naquela hora

Sorrisos que não eram 'sorridos' somente
Com a boca, mas como quem sente
Que o verdadeiro sorriso está presente
muito além de uma fileira de dentes

Sorrisos dados das profundezas
Sorrisos que preencheram
Que eram raros
Que se esconderam
Brilharam
Conduziram
E sorriram para mim

Sorrisos que eram
Como os teus são hoje
Conquistam
Expressam
Encantam
Hipnotizam
Sorriem



Apreciando o teu sorriso ao som de: Bonobo - 'Black Sands'

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A Mensagem

C. Z.,

Já me perguntei infinitas vezes sobre como falar com você.
Tantas vezes.
Tantos olhares pela universidade.
Tantas situações criadas mas nenhuma efetivada.
Tantas.
Hoje, por acaso, você apareceu como uma pessoa que eu talvez conhecesse.
Confesso que fiquei surpreso.
Muito. 
De verdade!
Eu sabia seu nome, apenas.
Mais nada.
Sabia que você era (e ainda é) uma pessoa que eu preciso conhecer antes de seguir meu caminho por sei lá onde.
Sabia que eu ficaria inquieto se não pudesse falar ao menos um 'oi' para uma pessoa tão interessante como você.
Talvez sejam seus enigmas.
Talvez o seu olhar.
Talvez seu jeito de andar.
Talvez seja sua beleza única e incrível.
Talvez seja apenas loucura.
Talvez eu devesse apagar tudo e deixar as coisas como estão.
Você lá e eu aqui.
Dois caminhos que nunca se cruzaram.
Mas agora é tarde, já enviei essa mensagem.