quarta-feira, 10 de julho de 2013

Palavras Mal Faladas

Aquela colocação mal feita
Uma palavra errada e deslocada
A má interpretação perfeita
A alma triste e magoada

Não sei se foi intencional
Talvez nunca irei saber
Mas aquela frase banal
Preferia ficar sem ler

Palavras jogadas no lixo
Sentimento descartado
Coração sem endereço fixo
Em todos aspectos, magoado

Cuidado com o que diz
Vai que não existe entendimento
Não é fácil apagar como giz
Marcas que doem, machucam,
Que não voam com o vento

domingo, 30 de junho de 2013

Receita da Felicidade

Ainda bem que não existe esta receita
Os caminhos variam individualmente
Ninguém sabe uma rota perfeita
Só nos resta sempre seguir em frente

Existem, entretanto, alguns passos
Que podem ajudar a seguir essa trilha
Amar sempre e em todos os casos
Um sorriso que recarregue sua pilha

Aquele abraço que revigora a alma
Um olhar carinhoso que vale o dia
A boa ação que sempre salva
Tranquilidade concentrada e esguia

Ser assim vai te levar à felicidade?
Não sei porque não cheguei lá
Mantenha o amor independente da idade
A regra irrevogável: amar!

Fim das Dúvidas

Aqui dentro um buraco ecoa
Vazio de sentimentos e de tudo
Maior que uma enorme lagoa
Maior que o abismo mais profundo

Mas veja só, por um tempo curto
Ele foi preenchido de cor e amor
Mas eu mesmo em um leve surto
Consegui esvaziá-lo de todo calor

Me vi chateado e duvidoso
Será que não estou confuso demais?
O que é esse sentimento choroso?
Vazio ou cheio? Preciso de paz

Pensei e refleti bastante
Vi que esse vazio é melhor cheio
Cheio do teu sorriso cativante
De trigo, fermento e centeio

Cultivando o solo do coração
Amizade que satisfaz a emoção
Tua falta até me deixou sem chão
Me deixa ser uma vez mais
Parte de teu coração?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sorriso Falho

Quantas vezes me escondi
Atrás de meu próprio rosto
Aquela falsa alegria que transmiti
Com aquele humor insosso

Quanto mais alta a risada
Maior o abismo escondido
A cada infeliz piada
Mais triste e pior eu fico

Talvez eu não precisasse disfarçar
Você triste comigo, sem nem me olhar
Por falivelmente não ter sido
Aquele simples e bom amigo

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Indecisões

Uma vontade de exprimir e falar
Mas ao mesmo tempo quero calar

A indecisão me assola o coração
Sem saber se me deixo levar ou não

Porque é sempre tão difícil assim?
Porque esse aperto no peito não tem fim?

Me vejo sozinho sem ter a quem recorrer
Porque será que agora não tenho você?

Meu semblante é de preocupação
Com os prováveis dias que virão

Me pergunto sobre o que posso fazer
Pra que esse coração velho pare de sofrer

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Inexorável Amor

Por vezes me vejo imaginando
Sobre o que já passou e o que não
Talvez pudesse ter dançado tango
Ou quem sabe ouvir mais o coração

O que já passou não irá voltar
Talvez até esqueça pra apagar a dor
Mas algumas coisas me vieram a calhar
Experiências como o sol do Arpoador

Ou então seu sorriso mais cativante
Memórias do que hoje não existe mais
Mas que aparecem em meu semblante
Quando me pego pensando em teus sinais

O amanhã talvez me mostre muito
Mas o ontem já me mostrou um mar
Talvez em minhas escolhas eu não seja astuto
Desejo apenas e constantemente amar

sábado, 22 de junho de 2013

Cicatrizes da Vida

Pés sujos em chão manchado
Pelo sangue dos inocentes
Onde corta o facão e o machado
Da desigualdade sem precedentes

Olhos baixos de sofrimento
A necessidade maior que a vontade
Sem brilho e sem alento
Sem esperança, sem piedade

Mãos calejadas pela realidade
Áspera vida que não abre portas
O toque temeroso de quem tem vontade
Rejeitados e jogados na fossa

Coração que sangra e chora
Pelo horror que desafia a matemática
Passe um ano, um dia, uma hora
Humilhada e isolada África