domingo, 29 de dezembro de 2013

Realidades Deturpadas I

Já diziam os velhos de ontem
Que nada vem assim de graça
Aquele velho preço se mantém
Vivo o real ou vivo uma farsa?

O mérito devido a quem acontece
O desprezo deturpado de quem não
Infância social que nunca cresce
Tudo longe mas ao alcance da mão

Educação e bons costumes sim
Sem infligir o direito individual
Porque não se pode por um fim
A essa desigualdade tão igual?

sábado, 28 de dezembro de 2013

Viver a vida, você

Caminhando a passos largos, movimento
Inspirado pelo som da alvorada, seu abraço
Cores que não vi nos seus retratos, meu acalento
Paro e descanso na amurada, alivia meu cansaço

Observo o mundo caminhar, cola junto
Volto a me mover indo além, vem dançar
Procuro o que é mais que eu, te escuto
Meus encontros sempre vem, vou amar

O sol brilha muito mais doce, acaricio
Tempo passa e vejo tudo num megafone, seus cabelos
Sensações que ficam na ponta da foice, sempre aprecio
O som que me movimenta tem seu nome, jamais ouça meus apelos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Ah, o Natal

Ah, o natal
Sorrisos
Abraços
Afagos

Ah, o natal
Sorrisos falsos
Abraços fingidos
Afagos forçados

Ah, o natal
Sorrisos sinceros
Abraços apertados
Afagos acalorados

Ah, o natal
Sorrisos
Abraços
Afagos

Romântico, não

É tão complicado não ser assim
Por mais que eu não queira, o sou
As coisas parecem um ciclo sem fim
Ainda não sei como tudo não parou

Me entrego ao amor em alta velocidade
Esvazio meu coração de qualquer pessoa
Pra você sou por completo, sem maldade
Em meu mundo apenas seu nome ressoa

A carência de nossos lábios em ebulição
O toque singelo que emana muito calor
Que sacia o incômodo gerado no coração
A ilusão de que esvazio meu estoque de amor

Estoque este que foi acumulando com o tempo
Anos e anos guardados simplesmente pra você
Mas parece que você nunca quer meu eu atento
Ou eu que busco o lugar errado pra me acolher?

A inveja persiste dentro de mim todos os dias
Vejo casais que tem bons encontros e se amam
Minhas tentativas de amar são falhas e evasivas
Corações distintos que nunca, nunca se encontram

Não quero você por necessidade ou apenas apreço
Mas para completar esse espaço vazio no peito
O resto está perfeito, tudo encaminhado e coeso
Só falta você comigo para que tudo esteja perfeito

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não Quero Sentir

Se fazem e desfazem em filetes de emoção
Devaneios entre o que é coeso e o que não
Vidas, sobrevidas, revividas, sem vidas
Imagens que aparecem, subidas e descidas

Te vejo e não te vejo nem por um segundo
Sua imagem vem e vai do meu simples mundo
A lembrança do seu toque parece distante
Sinto, não sinto, vejo, não vejo, cale ou cante

O som que chega aos meus ouvidos são nulos
Sensações que fluem e que não, estou em apuros
Não quero sentir o que pulsa neste sobe e desce
Porque é neste devir que o amor reaparece

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Desculpas e Mais Desculpas

Desculpas que ecoam em meus ouvidos
Fugas, desencontros, remorsos e dedos
Apontam caminhos tortuosos e ambíguos
Porque não ser mais simples, sem medos?

Meus ouvidos saturados de 'mas', 'porém'
Se cansam de tanto ouvir contornos assim
Para tudo existem algo que não vai além
Estou farto de sentir que comigo não tem fim

Será que talvez um dia apareça tal ser
Sem medos e sem receios, apenas é
A vir comigo para um novo amanhecer
Me retiro para mim mesmo sem pé

A procurar e esperar, ela aparecer


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Would You Love Me?

Would you love me?
If I could bring you to the moon
I can reach from the top of the tree
We can go there very soon

Would you love me?
If I could be the man you need
My love is my only certainty
Even if my heart now bleed

Would you love me?
If I'd be more fun everyday
Even in the days you just wanna be
I would be there to support your pain

Would you love me?
If I love you all the time
Even when you wanna flee
I'll hug you with all my might

Would you love me?
If I could prove it right now
That you're the only one here
Who can lift me up from the dawn