segunda-feira, 17 de março de 2014

Matemática do teu Abraço


O teu abraço no meu quando
O meu abraço no teu sempre
Somou nossos corações amando
Me fez rir em teu pescoço quente

Matematizei o carinho teu
Preciso no mínimo de um abraço
Para reabastecer meu eu
Teu sorriso, teu amasso

Meu sorriso, meu aperto
Meu coração ressoando
Teu coração no meu peito
Como é bom estar te amando


Tirinha por: Venes Caitano

sábado, 15 de março de 2014

Aquela que você não ouvirá

Sabe aquela lembrança boa que me deu?
Aqui ela rendeu um pouco mais que pretendia
Momentos que só sabe o coração que viveu
Toda aquela irreverência, toda aquela alegria

Tentei versar os sentimentos emaranhados
Mas enquanto escrevia uma melodia se fez
Juntei pedaços soltos, perdidos e largados
Uma música para mim e  para você, talvez

Aquela música melodiosa que não fala
É daquelas que apenas se sente, pura emoção
Mas que hoje se fecha, se limita e se cala
A música que você não ouvirá em teu coração

sábado, 1 de março de 2014

Inquietudes

São coisas que vem novamente
Não se sabe ao certo a origem
Mas vem assim de repente
As vezes causa até uma vertigem

Sensações que traem a percepção
Não se prende e não se controla
Apenas rola e deita no chão
Simples, sem terno nem cartola

Parece que voltam diferentes
Não é aquela chama incontrolável
Mas apenas um desejo insaciável
De sentir e morder teus lábios quentes

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pobre Procura

Já não sabia o que procurar
Ainda assim não desviou o olhar
Pensou que talvez fosse achar
Aquilo que fosse lhe acalmar

Procurou nas profundezas do mar
Mas ali não havia onde navegar
Procurou no azul do céu, o ar
Mas ali já não conseguia respirar

Procurou sem nem saber o que procurar
Mas continuou a repetir: Vou achar!
Procurou e ainda tenta encontrar
Sem nada achar, segue a caminhar

domingo, 26 de janeiro de 2014

O que é isso aqui?

Escrevi, reescrevi, apaguei, desisti
Porque não consigo versar esse sentimento?
Tentei apalpar e com minhas mãos revesti
Mas sempre me escapa esse meu desalento

Compartilho minha solidão comigo mesmo
Um aperto que segura meu coração apertado
Nada vejo, não sei o que acontece nesse ermo
De sentimentos vazios e silêncio exacerbado

Procurei, nada achei
Parei, nada senti
Esperei, não chorei
Pensei, o que é isso aqui?

sábado, 25 de janeiro de 2014

Meu Eu e Eu

Não quero amarguras doces em meus ouvidos
Não desejo de ninguém, nada acima de tudo
Não preciso me ancorar em sentimentos omitidos
Não faço da minha morada apenas meu escuro

Sim, me contento em minha solidão movimentada
Sim, meu eu basta por hora, nunca foi diferente...
Sim, quero ver o sol no primeiro raio da alvorada
Sim, viagens inesperadas que só sabe quem sente

Não espero que as coisas sempre deem certo
Sim, a vontade de apenas existir e nada responder
Não quero olhares falsos, nem falsos amigos perto
Sim, meu eu basta por hora, nunca foi diferente...
E nem vai ser

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sorriso Efêmero

Hoje pensei em você e como seria seu sorriso
Foi bem rápido, quase não lembrei da sensação
Mas deu uma mexida na poeira aqui do piso
Como o vento que entra e logo sai de supetão

Sozinho apreciei o céu nublado e tempestuoso
Este barulho de chuva me traz tanta paz
Memórias rápidas como um caminho sinuoso
Vai e vem, memória rápida, impactante e sagaz

Seu sorriso me veio das nuvens chorosas
Vi ele aberto e sincero, inteiro para mim
Seus lábios mais belos que um mar de rosas
Se desfez à distância enquanto a chuva via seu fim

Assim como aquele vento você se foi tão rápido
Meu belo sorriso amado, sonhado e desejado
Sensações guardadas novamente no armário
Seguindo meu caminho apenas, continuo isolado