Solares olhares radiantes de amar
Por que fui deixar isso acontecer?
Já podia prever onde isso ia dar
Desatento, me esqueci de me ater
Lunares pesares sombreados pelo mar
Já sabia tudo que iria aqui acontecer
Nada surpreende, nada irá mudar
E com verbos continuo a me envolver
Determinada e constante resolução
Não mais me preocuparei com a luz
Nem mesmo àquela melodiosa sensação
Tampouco o calor que ela produz
Já diziam os lírios brancos ao ouvido
"Corre, ó menino, o dia irá chegar ao fim"
E assim corri de minhas loucuras agradecido
Por ainda ouvir as flores de meu jardim
domingo, 13 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Um
E se enroscam os lábios ansiosos
As mãos querendo se tornar uma só
Toques incessantes e curiosos
O atrito insistente e sem dó
Nada se pode expressar, apenas sentir
Eu, você, lençóis, respiração e olhares
Aquele constante movimento de ir e vir
Nada além de pensamentos vulgares
O grito suave soa no ouvido
Fecha os olhos, respiração arfante
Unhas cravadas na pele, libido!
O calor que emana a todo instante
Um, dois, três, não se sabe quanto tempo
Os corpos agora parecem ser apenas um
Se afastam devagar mas sentem o vento
Empurrando os dois para serem novamente
UM.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Tempo Passado
Tudo passa e continua passando
E a única coisa que não passa é você
Como explicar que eu gostaria muito
Mas não quero nesse exato momento?
Só gostaria de continuar caminhando
Respirar, conhecer, conversar e viver
Mas sempre vem aquele desejo profundo
De me perder em ti, com os cabelos ao vento
Mas logo esqueço e continuo caminhando
Enquanto isso o tempo vai passando...
O tempo vai passando...
Vai passando...
Passando...
Passou.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Imutável Ano Novo
E tudo começa novamente
Ou simplesmente recomeça
Silencioso, nada estridente
Um mormaço sem pressa
Que ressoa dentro da mente
Não se move nem se apressa
A igualdade que se faz presente
Parece que o hoje é assim para sempre
Nunca amanhã, nunca ontem, nunca nada
Cadê aquele puxão forte no ventre?
Sem susto, sem novidade, sem graça
O sol se põe e nasce infinitamente
Respiro o mesmo ar há anos
Tudo é igual, nada é diferente
Inexoráveis pensamentos levianos
O que mudar enquanto nada se muda?
Já se desfaz em folhas o buquê de arruda
Não se complica mas também não se ajuda
Imutável vida que sempre passa e nada muda
Ou simplesmente recomeça
Silencioso, nada estridente
Um mormaço sem pressa
Que ressoa dentro da mente
Não se move nem se apressa
A igualdade que se faz presente
Parece que o hoje é assim para sempre
Nunca amanhã, nunca ontem, nunca nada
Cadê aquele puxão forte no ventre?
Sem susto, sem novidade, sem graça
O sol se põe e nasce infinitamente
Respiro o mesmo ar há anos
Tudo é igual, nada é diferente
Inexoráveis pensamentos levianos
O que mudar enquanto nada se muda?
Já se desfaz em folhas o buquê de arruda
Não se complica mas também não se ajuda
Imutável vida que sempre passa e nada muda
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Juramentos e Reflexões
Jurei de pés juntos que jamais abriria meu coração
Não iria deixar nenhum mísero sentimento escapar
Estava decidido a trancá-lo para sempre no alçapão
Havia me cansado de tentar, tentar e nunca amar
Mas as circunstâncias mudaram e eu quis sentir
Aquele calor gostoso que aconchega a solidão
Que me fazia ficar preocupado em criar e construir
Situações e momentos pra "ficar no coração!"
Ah, o sabor da ilusão ainda adoça meus lábios
O calor que toca meu peito é apenas o meu
E ainda lembro todos conselhos dos sábios
Mas mesmo assim caí no que não aconteceu
O meu 2014 foi amolecido por novas amizades
Tentei conquistar dois amores impossíveis de obter
Até ofereci ilusórios sentimentos de felicidades
E no fim me restou míseros beijos para roer
Já 2015 começou terminando o que nunca começou
Já me cansa ser sempre a pessoa certa na hora errada
Fui pouco tentando ser muito, mas apenas sou quem sou
E no fim me restaram mágoas e uma ferida mirrada
E de agora pra frente juro novamente não abrir o coração
Não irei deixar sequer um mísero sentimento escapar
Trancado por um bom tempo novamente será no alçapão
Chega de tentar ser pra outrem, para mim apenas será
Não iria deixar nenhum mísero sentimento escapar
Estava decidido a trancá-lo para sempre no alçapão
Havia me cansado de tentar, tentar e nunca amar
Mas as circunstâncias mudaram e eu quis sentir
Aquele calor gostoso que aconchega a solidão
Que me fazia ficar preocupado em criar e construir
Situações e momentos pra "ficar no coração!"
Ah, o sabor da ilusão ainda adoça meus lábios
O calor que toca meu peito é apenas o meu
E ainda lembro todos conselhos dos sábios
Mas mesmo assim caí no que não aconteceu
O meu 2014 foi amolecido por novas amizades
Tentei conquistar dois amores impossíveis de obter
Até ofereci ilusórios sentimentos de felicidades
E no fim me restou míseros beijos para roer
Já 2015 começou terminando o que nunca começou
Já me cansa ser sempre a pessoa certa na hora errada
Fui pouco tentando ser muito, mas apenas sou quem sou
E no fim me restaram mágoas e uma ferida mirrada
E de agora pra frente juro novamente não abrir o coração
Não irei deixar sequer um mísero sentimento escapar
Trancado por um bom tempo novamente será no alçapão
Chega de tentar ser pra outrem, para mim apenas será
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Versados Sonhos Noturnos
Pensei nas possibilidades e nas chances
Qual a porcentagem de que eu ache você?
Procurei nos livros, nas cores e nas nuances
O que faço para esquecer e não mais ver?
Versos silenciados pela noite que não via fim
A vontade de acariciar as tuas chamas vermelhas
Procurei nos livros, nas cores e nas nuances
O que faço para esquecer e não mais ver?
Versos silenciados pela noite que não via fim
A vontade de acariciar as tuas chamas vermelhas
Sonhos que vem nos momentos que não e que sim
Meus dedos por seu esguio corpo geram centelhas
E o que me é mais estranho é a distância
De nunca ter sido alvo do teu sorriso e do teu olhar
Nunca ter te ouvido de perto me dá uma ânsia
A limitação das palavras escritas me faz imaginar
Tudo que fala me parece tão perto de mim
Como se pudéssemos gastar horas rindo do nada
Morrendo e renascendo num pequeno pé de alecrim
Ouvindo a passarada anunciar o fim da madrugada
Sonhos à la Zé Manoel - Fantasia de um Alecrim Dourado
Meus dedos por seu esguio corpo geram centelhas
E o que me é mais estranho é a distância
De nunca ter sido alvo do teu sorriso e do teu olhar
Nunca ter te ouvido de perto me dá uma ânsia
A limitação das palavras escritas me faz imaginar
Tudo que fala me parece tão perto de mim
Como se pudéssemos gastar horas rindo do nada
Morrendo e renascendo num pequeno pé de alecrim
Ouvindo a passarada anunciar o fim da madrugada
Sonhos à la Zé Manoel - Fantasia de um Alecrim Dourado
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Saudades e Apreços
Procurava todos os dias sem saber
As lembranças de um tempo recente
Pelos cliques, me saciava ao apenas ver
O que ontem passou e hoje não é presente
Não sobrou nenhum arrependimento
Mas o que poderia fazer pra ter dado certo?
Talvez o errado fosse somente o momento
Talvez não era mesmo para se estar perto
Ainda vem uma fisgada de saudade ao lembrar
Dos momentos bons que vivi naquele período
Como o dia que almoçamos no chão duro a suar
De tantos outros que queria ter passado contigo
Mas aquele fogo passou mais rápido do que veio
Porque não foi construído como no começo
Ele foi apagado com um balde lotado de gelo
E hoje só resta um pequeno e humilde apreço
Apreço pelos bons momentos que insisto em guardar
Apreço por querer não acreditar que foram uma mentira
Apreço por ter sentido no peito algo que me fez arfar
Apreço por ter amado, sentimento que ninguém me tira
E o tempo se encarregou de passar
Passar para trás o que já não continua
Sem volta, sem arrependimento, sem pesar
Fica apenas aquela história minha e sua
As lembranças de um tempo recente
Pelos cliques, me saciava ao apenas ver
O que ontem passou e hoje não é presente
Não sobrou nenhum arrependimento
Mas o que poderia fazer pra ter dado certo?
Talvez o errado fosse somente o momento
Talvez não era mesmo para se estar perto
Ainda vem uma fisgada de saudade ao lembrar
Dos momentos bons que vivi naquele período
Como o dia que almoçamos no chão duro a suar
De tantos outros que queria ter passado contigo
Mas aquele fogo passou mais rápido do que veio
Porque não foi construído como no começo
Ele foi apagado com um balde lotado de gelo
E hoje só resta um pequeno e humilde apreço
Apreço pelos bons momentos que insisto em guardar
Apreço por querer não acreditar que foram uma mentira
Apreço por ter sentido no peito algo que me fez arfar
Apreço por ter amado, sentimento que ninguém me tira
E o tempo se encarregou de passar
Passar para trás o que já não continua
Sem volta, sem arrependimento, sem pesar
Fica apenas aquela história minha e sua
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