Tomei muitos caminhos
Cheios de pedras e terra
Com fumaça e espinhos
Tropeça, atola, emperra
Estradas sinuosas e frias
Barulhentas como o luar
Calejadas e com estrias
Piscam sem pestanejar
Os caminhos são vivos
Também cheios de encontros
Calmos, arredios, altivos
Por vezes limpos, por vezes
escombros
Idas e vindas sem ver o fim
Porque o trajeto é interessante
A relação entre as partes resultantes
A interação entre entradas exorbitantes
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Sensações Costuradas
Sonoros passarinhos
Parecem cada vez mais
Com as estrelas no céu
Crianças e seu toddynho
Vistas imaginárias de si
Galopam as ondas a milhão
Pra cá, pra lá, num frenesi
O barulho do caminhão
A água oscila em mim
E de mim se alimenta
Rodopia quase sem fim
Me consola, acalenta
Parecem cada vez mais
Com as estrelas no céu
Crianças e seu toddynho
Vistas imaginárias de si
Galopam as ondas a milhão
Pra cá, pra lá, num frenesi
O barulho do caminhão
A água oscila em mim
E de mim se alimenta
Rodopia quase sem fim
Me consola, acalenta
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Dos meus sofreres, vazios e dores
Julguei devido meu sofrer
De migalhas me satisfiz
Pouco me importei em ser
Com quase nada me nutri
Ponderei calado minha dor
Apenas aceitei suas pontadas
Sem tirar, nem mover, nem por
Todas as vozes em mim, caladas
Aceitei sozinho meu vazio
Sem nada, sem começo ou fim
Apenas eu, pequeno e aflito
Tons de preto, carvão e nanquim
Vivi sozinho minhas angústias
Porque foi assim que aprendi
Resolvo, sem dor, sem culpas
Só de mim sempre dependi
Chorei aflito meu coração
Despedaçado e retalhado
Duro de tanto ir ao chão
Mole de tanto ser martelado
Quantas coisas vivi e senti
Apesar de tudo foi aí que me fiz
Se hoje sou é porque aprendi
A ser tudo isso e mais um pouco
Um pouco triste, um pouco feliz
De migalhas me satisfiz
Pouco me importei em ser
Com quase nada me nutri
Ponderei calado minha dor
Apenas aceitei suas pontadas
Sem tirar, nem mover, nem por
Todas as vozes em mim, caladas
Aceitei sozinho meu vazio
Sem nada, sem começo ou fim
Apenas eu, pequeno e aflito
Tons de preto, carvão e nanquim
Vivi sozinho minhas angústias
Porque foi assim que aprendi
Resolvo, sem dor, sem culpas
Só de mim sempre dependi
Chorei aflito meu coração
Despedaçado e retalhado
Duro de tanto ir ao chão
Mole de tanto ser martelado
Quantas coisas vivi e senti
Apesar de tudo foi aí que me fiz
Se hoje sou é porque aprendi
A ser tudo isso e mais um pouco
Um pouco triste, um pouco feliz
terça-feira, 18 de junho de 2019
Corrompido Interesse
Mentiras, desencontros, conluios e afins
Em mentes vorazes por controle e poder
Motivos escusos, vazios de si e chinfrins
Corrompem tudo que tocam sem se conter
Os mecanismos que garantem o bem comum
Se esvaem no interesse próprio e corrupções
Até quando aceitaremos calados esse 0 a 1?
Até quando aceitaremos tantos ladrões?
[de colarinho branco]
Em mentes vorazes por controle e poder
Motivos escusos, vazios de si e chinfrins
Corrompem tudo que tocam sem se conter
Os mecanismos que garantem o bem comum
Se esvaem no interesse próprio e corrupções
Até quando aceitaremos calados esse 0 a 1?
Até quando aceitaremos tantos ladrões?
[de colarinho branco]
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Interpretação Voraz
Falei apenas um a e você entendeu um b
Pedi um pouco de paz e você quis guerra
Tentei de amar e você duvidou do meu ser
Quis te manter no céu mas você caiu na terra
Falei as falas mais simples e inocentes
Um sorriso amargo, um olhar de soslaio
Um meme antigo nada convincente
Um humor alterado, tal qual um raio
Sua defensiva me provoca a atacar
Mesmo quando não quero, cá estou
Não quero atacar, quero apenas amar
Mas de um a prum b tem aquela briga
que não
acabou
Pedi um pouco de paz e você quis guerra
Tentei de amar e você duvidou do meu ser
Quis te manter no céu mas você caiu na terra
Falei as falas mais simples e inocentes
Um sorriso amargo, um olhar de soslaio
Um meme antigo nada convincente
Um humor alterado, tal qual um raio
Sua defensiva me provoca a atacar
Mesmo quando não quero, cá estou
Não quero atacar, quero apenas amar
Mas de um a prum b tem aquela briga
que não
acabou
domingo, 26 de maio de 2019
Rico de Nada
Olhei para ti e nada vi
Olhei para mim sem ver
Não ouvi a canção do bem-te-vi
Perdi aquele programa de TV
Daquele prato não senti o gosto
O toque sutil me foi sem ser
A felicidade veio e foi tantas vezes
Que fico pensando se perdi algo
Enquanto tentava enriquecer
Olhei para mim sem ver
Não ouvi a canção do bem-te-vi
Perdi aquele programa de TV
Daquele prato não senti o gosto
O toque sutil me foi sem ser
A felicidade veio e foi tantas vezes
Que fico pensando se perdi algo
Enquanto tentava enriquecer
sábado, 25 de maio de 2019
O Copiador
Com cópia enviei meus sentimentos
Mas também os recebi copiados
Copiei o que me disseram aos ventos
E os vi caminhando descabelados
Eu daria minha vida pra ser autêntico
Mas infelizmente sou uma cópia da cópia
No começo achei que pudesse ser excêntrico
Mas logo descobri que nessa vida tudo é cópia
Entre as mais complexas mímeses
Esta civilização se ergueu sob cópias
De mentes, ideias, heróis e nêmesis
Cópias distópicas, microscópicas, cópias
Copiei e continuar a copiar me acalenta
Talvez, quem sabe, no meu último momento
Naquele último suspiro da morte lenta
Minha cópia acabe e eu seja novo rebento
Sem cópias
Espasmos de morte só meu
Sem cópias
Caindo sem parar
...ópias
Olhos
...ias
Adeus.
Mas também os recebi copiados
Copiei o que me disseram aos ventos
E os vi caminhando descabelados
Eu daria minha vida pra ser autêntico
Mas infelizmente sou uma cópia da cópia
No começo achei que pudesse ser excêntrico
Mas logo descobri que nessa vida tudo é cópia
Entre as mais complexas mímeses
Esta civilização se ergueu sob cópias
De mentes, ideias, heróis e nêmesis
Cópias distópicas, microscópicas, cópias
Copiei e continuar a copiar me acalenta
Talvez, quem sabe, no meu último momento
Naquele último suspiro da morte lenta
Minha cópia acabe e eu seja novo rebento
Sem cópias
Espasmos de morte só meu
Sem cópias
Caindo sem parar
...ópias
Olhos
...ias
Adeus.
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